08 julho, 2011

TEU AMOR


Mesmo eu falando a língua dos homens
Mesmo eu falando a língua dos anjos,
Sem teu amor eu nada sou!

E vago por aí nas noites de solidão
Disfarçando ao meu coração
A falta que você me faz

E a saudade dos beijos de tua boca
Insiste, persiste, resiste tanto
Lembro-me de você santa e louca
Meu viver agora virou pranto.

Engano-me em não te querer mais
Fecho meus lábios ao teu nome
E às lembranças digo jamais,
Seus seios, ainda sinto fome.

Com a alma viva, toda dilacerada,
O coração em dor sangrando,
Pois meu peito é a tua morada,
Você partiu, meu todo gritando

Nunca me vi sem minha amada
Nem imaginei sem ela viver.
Aprendeu ser a mim enamorada
Agora quer a mim esquecer

Se mal feito há em teu pensar
Quebres este feitiço de amor
Com teu jeito puro a me amar,
À que em pranto escuro
mentires à tua dor...

Mesmo compreendendo a língua do amor
Mesmo compreendendo a língua dos homens
Mesmo compreendendo a língua da dor
Mesmo sabendo que os anjos não dormem
Prefiro Lírio que em tudo é apenas flor.


Professor Edino


01 julho, 2011

SOLIDÃO

A solidão é uma dor demente
Que dói no corpo e a alma sente.
A solidão é uma praga de tristeza
Que acaba com o vinho sobre a mesa

E quando ela chega, chega de supetão
Não pede licença, nem regra tem não
Vai direto com uma lança ferindo o coração
E por mais que se reze, não tem perdão...

Há solidão de amigos,
Há solidão da família,
Há solidão de abrigos,
Há também da folia... há solidão...

Mas de todas, a maior é a minha
Pois ela todas essas solidões aninha
Mas a que mais fere e machuca em dor
É a mais bruta e estúpida, a do amor

Solidão me deixe agora sozinho!
E como se isso eu pudesse conter
Pelo menos um segundo sem sofrer
Este vazio que invade meu ninho.

se invades assim meu coração
Posta-se junto a mim então
E aí vejo nessa escuridão
Minha companheira, Solidão.

E como posso estar nessa presença
Que arde e queima feito um fogo
Declarando a mais insensata sentença
Que é viver a sensação desse jogo

Se me matas com essa sua virtude
Qual seria então seu defeito?
A falsa presença que ilude
A dor que hora sinto no peito?

Despede de mim, oh angústia torta
Que meu velar não mais aguenta
Fecha essa sua porta
E as correntes, arrebenta

Vá pra bem longe deste mísero sofredor
Porque já não suporta mais tanta dor
Traga-me oh imensidão uma flor
Para que eu viva um novo amor!


Professor Edino